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Mercado

O futuro da pecuária rondoniense pode passar por novas rotas comerciais, fornecedores mais competitivos e mercados ainda pouco explorados. Foi com esse foco que a Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) participou, nesta sexta-feira, da Missão de Comércio e Logística Peru–Brasil 2026, agenda que reuniu representantes dos governos, empresas e instituições dos dois países para discutir oportunidades de integração econômica na Amazônia.
Representaram a entidade o presidente da APRON e da Panamazônia, Adélio Barofaldi, e o diretor executivo, Dhiony Costa e Silva, que participaram de seminários técnicos e rodadas de negócios voltadas à expansão das relações comerciais entre Brasil e Peru.
Mais do que acompanhar debates, a missão permitiu à APRON iniciar negociações que podem refletir diretamente na competitividade da pecuária de Rondônia.
Logística como fator de competitividade
Um dos principais temas da missão foi o fortalecimento do Corredor Bioceânico, considerado estratégico para aproximar os estados da Região Norte dos mercados do Pacífico.
A ampliação das rotas internacionais pode reduzir distâncias, diversificar opções de transporte e diminuir custos logísticos para exportadores, criando novas alternativas para a produção agropecuária de Rondônia.
Para Adélio Barofaldi, discutir infraestrutura é discutir competitividade.
"A pecuária de Rondônia precisa olhar para novos mercados e novas rotas. Melhorar a logística significa reduzir custos, aumentar a competitividade e ampliar as oportunidades para quem produz no estado."
Insumos para reduzir custos de produção
Nas rodadas de negócios, a APRON iniciou conversas com empresas fornecedoras de fosfatos, sal mineral e outros minerais utilizados na nutrição animal.
O objetivo é identificar alternativas comerciais que possam ampliar a oferta de insumos ao mercado rondoniense e contribuir para a redução dos custos de produção nas propriedades.
Segundo a entidade, a alimentação representa uma parcela significativa do custo da pecuária, tornando estratégica a busca por novos fornecedores e parcerias comerciais.
Exportação de bovinos vivos entra na pauta
Outro avanço da missão foi o início de tratativas para avaliar a viabilidade da exportação de bovinos vivos, tema que vem ganhando espaço no comércio internacional.
Durante os encontros, foram estabelecidos contatos para compreender os requisitos técnicos, sanitários e logísticos necessários para futuras operações com destino ao Peru e a outros mercados internacionais, incluindo os Estados Unidos.
Embora ainda em fase de prospecção, a iniciativa amplia o leque de possibilidades comerciais para os produtores rondonienses.
Rondônia desperta interesse
Além de buscar oportunidades para importar insumos e ampliar mercados, a missão também despertou interesse de empresas internacionais pelos produtos de Rondônia.
Representantes do setor privado demonstraram interesse em conhecer melhor a oferta regional, especialmente relacionada ao fornecimento de minerais utilizados na cadeia pecuária e ao potencial produtivo do estado.
Para o diretor executivo da APRON, Dhiony Costa e Silva, a participação em agendas internacionais fortalece o posicionamento institucional da entidade.
"Nosso papel é aproximar o produtor das oportunidades. Estar presente nesses ambientes permite identificar tendências, construir relacionamentos e abrir caminhos para novos negócios que possam gerar ganhos de competitividade para a pecuária de Rondônia."
Integração que vai além das fronteiras
A Missão de Comércio e Logística Peru–Brasil integra um movimento de fortalecimento da cooperação econômica entre países amazônicos e busca consolidar o Corredor Bioceânico como uma alternativa para o comércio internacional.
Para a APRON, participar desse processo significa colocar Rondônia nas discussões sobre infraestrutura, comércio exterior e integração regional, aproximando os produtores das oportunidades que surgem com a expansão dos mercados sul-americanos.
A expectativa da entidade é transformar os contatos iniciados durante a missão em projetos concretos que contribuam para reduzir custos, ampliar mercados e fortalecer a competitividade da pecuária rondoniense nos próximos anos.
